Semântica
O estudo das significações das palavras é um assunto na língua portuguesa exclusivo da Semântica.
No que diz respeito ao aspecto semântico da língua, pode-se destacar três propriedades:
• Sinonímia
• Antonímia
• Polissemia
Sinonímia
Sinonímia é a divisão na Semântica que estuda as palavras sinônimas, ou
aquelas que possuem significado ou sentido semelhante. Vejamos:
1. A garota renunciou veementemente ao pedido para que comesse.
2. A menina recusou energeticamente ao pedido para que comesse.
3. A mocinha rejeitou impetuosamente ao pedido para que comesse.
Vemos que os substantivos “garota”, “menina” e “mocinha” têm um mesmo
significado, sentido, todos correspondem e nos remete à figura de uma
jovem. Assim também são os verbos “renunciou”, “recusou” e “rejeitou”,
que nos transmite ideia de repulsa, de “não querer algo” e também os
advérbios que nos fala da maneira que a ação foi cometida
“veementemente”, “energeticamente” e “impetuosamente”, ou seja, de modo
intenso.
Podemos concluir, a partir dessa análise, que sinonímia é a relação das palavras que possuem sentido, significados comuns.
O objeto possuidor da maior quantidade de sinonímias ou sinônimos que existe é, com certeza, o dicionário.
Antonímia
Se por um lado sinonímia é o estudo das palavras dos significados
semelhantes na língua, antonímia é o contrário dessa definição. Vejamos:
1. A garota renunciou veementemente ao pedido para que comesse.
2. A senhora aceitou passivamente ao pedido para que comesse.
Percebemos que “garota” tem significado oposto à “senhora” assim como
os verbos “renunciou” e “aceitou” e os advérbios “veementemente” e
“passivamente”. Assim, quando opto por uma palavra opto também pelo seu
significado que de alguma forma remete a outro sentido, em oposição. Por
exemplo, se alguém diz:
“Ela é bela”, quer dizer o mesmo que, “Ela não é feia”.
Ao estudo das palavras que indicam sentidos opostos, denominamos antonímia.
Polissemia ou Homonímia
Uma mesma palavra na língua pode assumir diferentes significados, o que dependerá do contexto em que está inserida. Observe:
1. A menina fez uma bola de sabão com o brinquedo.
2. A mãe comprou uma bola de basquete para o filho.
3. O rapaz disse que sua barriga tem formato de bola.
4. A professora falou para desenhar uma bola.
Constatamos que uma mesma palavra, “bola”, assumiu
diferentes significados, a partir de um contexto (situação de linguagem)
diferente nas frases, respectivamente: o formato que a bolha de sabão
fez; o objeto usado em jogos; o aspecto arredondado da barriga e ainda o
sentido de círculo, circunferência na última oração.
Polissemia (poli=muitos e semos= significados) é o
estudo, a averiguação das significações que uma palavra assume em
determinado contexto linguístico.
segunda-feira, 29 de outubro de 2012
Discurso direto,Indireto E Discurso livre.
Discurso é a prática humana de construir textos, sejam eles escritos ou falados. Sendo assim, todo discurso é uma prática social. A análise de um discurso deve, portanto, considerar o contexto em que se encontra, assim como as personagens e as condições de produção do texto.
Em um texto narrativo, o autor pode optar por três tipos de discurso: o discurso direto, o discurso indireto e o discurso indireto livre. Não necessariamente estes três discursos estão separados, eles podem aparecer juntos em um texto.
Vejamos cada um deles:
Discurso Direto: Neste tipo de discurso as personagens ganham voz. É o que ocorre normalmente em diálogos. Isso permite que traços da fala e da personalidade das personagens sejam destacados e expostos no texto. O discurso direto reproduz fielmente as falas das personagens. Verbos como dizer, falar, perguntar, entre outros, servem para que as falas das personagens sejam introduzidas e elas ganhem vida, como em uma peça teatral.
Travessões, dois pontos, aspas e exclamações são muito comuns durante a reprodução das falas.
Ex.
“O Guaxinim está inquieto, mexe dum lado pra outro. Eis que suspira lá na língua dele – Chente! que vida dura esta de guaxinim do banhado!…”
“- Mano Poeta, se enganche na minha garupa!”
Discurso Indireto: O narrador conta a história e reproduz fala, e reações das personagens. É escrito normalmente em terceira pessoa. Nesse caso, o narrador se utiliza de palavras suas para reproduzir aquilo que foi dito pela personagem.
Ex.
“Elisiário confessou que estava com sono.” (Machado de Assis)
“Fora preso pela manhã, logo ao erguer-se da cama, e, pelo cálculo aproximado do tempo, pois estava sem relógio e mesmo se o tivesse não poderia consultá-la à fraca luz da masmorra, imaginava podiam ser onze horas.” (Lima Barreto)
Discurso Indireto Livre: O texto é escrito em terceira pessoa e o narrador conta a história, mas as personagens têm voz própria, de acordo com a necessidade do autor de fazê-lo. Sendo assim é uma mistura dos outros dois tipos de discurso e as duas vozes se fundem.
Ex.
“Que vontade de voar lhe veio agora! Correu outra vez com a respiração presa. Já nem podia mais. Estava desanimado. Que pena! Houve um momento em que esteve quase… quase!”
“Retirou as asas e estraçalhou-a. Só tinham beleza. Entretanto, qualquer urubu… que raiva…” (Ana Maria Machado)
“D. Aurora sacudiu a cabeça e afastou o juízo temerário. Para que estar catando defeitos no próximo? Eram todos irmãos. Irmãos.” (Graciliano Ramos)
Em um texto narrativo, o autor pode optar por três tipos de discurso: o discurso direto, o discurso indireto e o discurso indireto livre. Não necessariamente estes três discursos estão separados, eles podem aparecer juntos em um texto.
Vejamos cada um deles:
Discurso Direto: Neste tipo de discurso as personagens ganham voz. É o que ocorre normalmente em diálogos. Isso permite que traços da fala e da personalidade das personagens sejam destacados e expostos no texto. O discurso direto reproduz fielmente as falas das personagens. Verbos como dizer, falar, perguntar, entre outros, servem para que as falas das personagens sejam introduzidas e elas ganhem vida, como em uma peça teatral.
Travessões, dois pontos, aspas e exclamações são muito comuns durante a reprodução das falas.
Ex.
“O Guaxinim está inquieto, mexe dum lado pra outro. Eis que suspira lá na língua dele – Chente! que vida dura esta de guaxinim do banhado!…”
“- Mano Poeta, se enganche na minha garupa!”
Discurso Indireto: O narrador conta a história e reproduz fala, e reações das personagens. É escrito normalmente em terceira pessoa. Nesse caso, o narrador se utiliza de palavras suas para reproduzir aquilo que foi dito pela personagem.
Ex.
“Elisiário confessou que estava com sono.” (Machado de Assis)
“Fora preso pela manhã, logo ao erguer-se da cama, e, pelo cálculo aproximado do tempo, pois estava sem relógio e mesmo se o tivesse não poderia consultá-la à fraca luz da masmorra, imaginava podiam ser onze horas.” (Lima Barreto)
Discurso Indireto Livre: O texto é escrito em terceira pessoa e o narrador conta a história, mas as personagens têm voz própria, de acordo com a necessidade do autor de fazê-lo. Sendo assim é uma mistura dos outros dois tipos de discurso e as duas vozes se fundem.
Ex.
“Que vontade de voar lhe veio agora! Correu outra vez com a respiração presa. Já nem podia mais. Estava desanimado. Que pena! Houve um momento em que esteve quase… quase!”
“Retirou as asas e estraçalhou-a. Só tinham beleza. Entretanto, qualquer urubu… que raiva…” (Ana Maria Machado)
“D. Aurora sacudiu a cabeça e afastou o juízo temerário. Para que estar catando defeitos no próximo? Eram todos irmãos. Irmãos.” (Graciliano Ramos)
segunda-feira, 27 de agosto de 2012
Xingu
Anos 1940. Três jovens irmãos decidem viver uma grande aventura. Orlando (Felipe Camargo), 27 anos, Cláudio (João Miguel), 25, e Leonardo (Caio Blat), 23, os Irmãos Villas-Bôas, alistam-se na Expedição Roncador-Xingu e partem numa missão desbravadora pelo Brasil Central. A saga começa com a travessia do Rio das Mortes e logo eles se tornam chefes da empreitada, envolvendo-se na defesa dos povos indígenas e de suas diversas culturas, registrando tudo num diário batizado de A Marcha para o Oeste.
Mais velho dos irmãos, Orlando é o articulador entre as etnias indígenas e o poder oficial, responsável por brecar a ingerência externa. Já Cláudio, é o grande idealista e o mais consciente da contradição da expedição – “Nós somos o antídoto e o veneno”, diz. O caçula é Leonardo, vibrante e corajoso. No entanto, suas atitudes podem causar um preço alto para a aventura dos irmãos.
Numa viagem sem paralelo na história, com batalhas, 1.500 quilômetros de picadas abertas, 1.000 quilômetros de riospercorridos, 19 campos de pouso abertos, 43 vilas e cidades desbravadas e 14 tribos contatadas, além das mais de 200 crises de malária, os irmãos Villas-Bôas conseguem fundar em 1961 o Parque Nacional do Xingu, um parque ecológico ereserva indígena que, na época, era o maior do mundo, do tamanho de um país como a Bélgica.
Na aventura, os Villas-Bôas conseguem passar pelo território Xavante, de índios corajosos e guerreiros sem nenhuma baixa de ambos os lados. Em seguida, deparam-se com os Kalapalos, os famosos e temidos que teriam matado o explorador inglêsPercy Fawcett. Mas, apesar de toda a apreensão e ao contrário do que imaginavam, os irmãos ficam amigos do grande chefe Izarari, e se encantaram com a cultura e os costumes locais. Não previam ainda que ali viveriam a primeira tragédia de suas vidas: um surto de gripe, trazido por eles mesmos, que quase dizima toda a aldeia.
Ao recontar a saga dos irmãos, Xingu apresenta a luta pela criação do parque e pela salvação de tribos inteiras que transformaram os Villas-Bôas em heróis brasileiros, traçando diálogo com problemas crônicos do processo de formaçãobrasileiro.
Acima um trailer do filme
Situação atual indígena
A situação atual de vida dos índios é praticamente a mesma desde que Portugal decidiu fazer do Brasil sua nova colônia, eles são explorados,perdem espaço e identidade a todo tempo.
Atualmente existe a questão da usina de Belo Monte que para fornecer facilidades ou como o governo chama "conforto" para a maioria da sociedade vai tomar mais espaço dos índios. A diferença da época da colonização para os dias de hoje é que nossa descriminação com o índio é menos escancarada, fingimos considerar ele um membro da sociedade,fingimos respeitar e querer o bem dele mas na verdade damos o mesmo tratamento que os portugueses davam: a exclusão, tirar de alguém um simples objeto ou um pedaço de terra é exclusão.
Atualmente existe a questão da usina de Belo Monte que para fornecer facilidades ou como o governo chama "conforto" para a maioria da sociedade vai tomar mais espaço dos índios. A diferença da época da colonização para os dias de hoje é que nossa descriminação com o índio é menos escancarada, fingimos considerar ele um membro da sociedade,fingimos respeitar e querer o bem dele mas na verdade damos o mesmo tratamento que os portugueses davam: a exclusão, tirar de alguém um simples objeto ou um pedaço de terra é exclusão.
quarta-feira, 11 de julho de 2012
Cooptação
O que é? para o que serve? suas consequencias
Coptação pode ser descrita como uma monopolisação de poder pois geralmente é usada em sistemas governamentais. Suas consequencias? bem,não é preciso explicar muito, falta de mudanças é a maior consequencia pois os mesmos tipos continuaram a comandar.
Exemplos de cooptação:
Coptação pode ser descrita como uma monopolisação de poder pois geralmente é usada em sistemas governamentais. Suas consequencias? bem,não é preciso explicar muito, falta de mudanças é a maior consequencia pois os mesmos tipos continuaram a comandar.
Exemplos de cooptação:
- No Império Romano, durante a época dos Antoninos, os imperadores elegiam o sucessor em vida, legalizando a situação sem levar em conta o princípio hereditário, ado(p)tando o dito sucessor cooptado como filho.
- A Igreja Católica elege os que serão sacerdotes por cooptação, diferentemente, por exemplo, do hinduísmo, onde os sacerdotes não são eleitos, mas se verifica se pertencem a uma determinada casta por direito hereditário de nascimento.
- Em alguns países, os juízes do Poder Judiciário são eleitos exclusivamente pelo tribunal supremo do referido país, sem interferência do Poder Executivo ou do Poder Legislativo, o que também configura um caso de cooptação.
- Dentro das Forças Armadas da maior parte dos países, a oficialidade ascende na carreira por designação de um oficial de nível superior.
- O Comitê Internacional da Cruz Vermelha elege seus membros entre os cidadãos suíços.
quinta-feira, 31 de maio de 2012
Além do cidadão Kane
Manipulação e poder da mídia, você já parou para pensar que as redes de tv são mais do que uma fonte de entretenimento e notícias? elas tem o poder de manipular as massas e com isso interferir no comportamento de cada um e até na política do país, abaixo um documentário que fala sobre o poder da rede Globo a maior e mais poderosa rede de comunicação do país:
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